domingo, 3 de outubro de 2010

Conceito






Céus, o que há de errado neste sentimento abstrato?


Nunca me julguei sábio, porém sei que existem definições absurdas para pequenos momentos, que em nossa natureza como seres, não seriam tão restritas.


Céus, mandem já parar essa mente projetada que sem pena comanda todo aquele que se diz anarquista.


Onde anda a nossa capacidade de pensar?
Onde anda a nossa vida?
Onde estão os direitos?


Mas quais direitos?


Céus, mandem eles pararem.


Diga-lhes que um sentimento pode ser muito mais simples,
uma vida pode ser muito mais pura,
um beijo pode ser muito mais sincero.


Céus, sei que não sou sábio, porém, fiz de tudo para conservar minha mente aberta e simples.

sábado, 25 de setembro de 2010

realização




Não quero ser reconhecido após minha morte. 
Não quero esperar não poder lutar para que minha glória tenha espaço em mentes amantes. 

Hoje é tão fácil ser reconhecido, não existe mais Artur, Lancelot, espadas de Excalibur, ou coisas fúteis que se tornem história. E eu, com tanta história e experiência para compartilhar, estou aqui, presa dentro da atmosfera que nos transforma em seres inferiores. 


O meu objetivo é atingi-los, como fazê-lo? 
Inutilmente. 

Pretendo esquecer do externo, conquistar poucos confidentes para ampliar o conhecimento do mundo que eu crio, se a morte não aceitar, direi-lhe que não a temo e que muito em sua ausência aproveitarei.

No leito de meu epitáfio não quero um choro estridente, 
nem pessoas amargas ou inúteis. 
Quero meus velhos especiais, cujo tempo não deixou morrer o sentimento. 
Velhos estes que de uma vida inteira souberam receber minha psico-loucura e acataram com fervorosa paixão meus dias de cão. 


sábado, 18 de setembro de 2010

I bug


De que me falavas, pequeno inseto?
Das minhas dores profundas?
Das suas mágoas reprimidas?
Ou da sorte que tivemos em nos encontrar?

Somos passageiros, nada vulneráveis, porém,
pagamos um preço justo por sermos individualistas.
Não sei.

Seria isso errôneo?

Só estamos juntos pelo mesmo fato de não prestarmos para coisa alguma,
nossa sorte aparece por pura casualidade.
Ainda não fizemos ninguém feliz,
ainda não.

Será que viemos com outro objetivo?

Não sei, pequeno.
Só quero contar com a tua depressão até o dia em que meu esqueleto tornar-se insuficiente.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Rock town downloads.

Este blog possibilita o rápido download de muitas bandas legais, álbuns, e discografias. 


Vale a pena! :) 


Rock town downloads

sábado, 11 de setembro de 2010

O que não queremos dizer (...)



(...)


Nossos poros irão falar. 


Pensastes que eu não saberia?
Pensastes que sou como querias.


Não penses o que mal imaginarias. Seja coerente, não tens razão alguma. 
Não me conheces, não me tens, me perdestes, porque sim. 


E o que mal sabes é que eu sim sei, mera diferença. Eu sei. Eu sempre sei. 
Por trás de tudo isso o diz sua alma, seu modo de me tocar, sua indiferença ao me olhar. 


Não fujas, não desvies sua atenção, estou lhe falando. Seja coerente, não tens razão alguma. 
A muito tempo atrás eu aprendi a controlar sentimentos, sei fingir, tu não. 
És de uma quietude perplexa, não quero lhe julgar, és ignorante.


Não conheces o segredo dos olhos, não sabes ouvi-los, não sabes responder-lhes. 
Eu conheci tudo sobre sua essência, conversei com eles, e eles me revelaram a verdade, 
Tu não conheces a razão, tu não sabes de nada. 


Olhe-me e diga, que é que vês? 
Meus olhos não mentem, e os seus também não. 
Porém eles estão contra você, senão, te ajudariam a sobreviver na encruzilhada dos meus.  

sábado, 4 de setembro de 2010

Esqueçais das Flores Amarelas


Ainda me recordo daquele instante de idealização
aquela imaginação precoce sobre tudo o que eu generalizei. 

Confesso que no momento em que te vi, senti calafrios. Fugistes de mim um instante, 
medo, incerteza, mas logo voltastes, para o sucesso de meu sorriso. 

Ainda não sei quem és. Ainda não te conheço. Ainda não. 

Pequenos detalhes, pequenas palavras, pequenos olhos brilhantes. 
O sorriso magnífico, palavras soltas com vontade. 
Líquido doce, e de gosto ruim. 

Sentimento platônico, um rosto demorado, dois rostos juntos mais demorados. 
Querendo tê-lo vivido novamente, mesmo que contato algum seja possível.

Não esqueçais daquele campo de Flores Amarelas, no fim de seus leitos é que eu descanso. 
Morto por minhas ilusões, solitário e enfraquecido, esperando somente a companhia de um velho conhecido que saiba explicar-me a razão do prazer.

Não esqueçais das Flores, elas o levarão até mim, pequeno selvagem. 



domingo, 29 de agosto de 2010

Bedroom


Na parede. 


São quase que suportáveis.


Parecem  golpes de coisas frustradas, loucas por entrar onde estás.


Te controlam em horários propícios.
Eles têm um nome que logo ninguém se recorda, são fracos, ou vulneráveis.


Mesmo sem vê-los, sabes que eles estão aqui por você,
sabes que estão loucos sentindo o aroma de seu corpo,
esperando ser o único a poder destroçar-te,
como se fosses algum prêmio a ser disputado neste único segundo. 


Te falam coisas, te seduzem, e aos poucos paredes não são mais obstáculos, 
o medo, já não é mais o mesmo. 


Os olhos não sabem se permanecem como estão,
ou, no abismo das sombras, sem rumo. 


A eterna dúvida, a eterna chance de correr. 
O corpo nunca mais sairá de onde está. 


Eles sussurram nomes, gritam palavras, você ouve, mas não crê. 
A escuridão não é pacífica, eles se tornam as sobras que lhe envolvem a cabeça, 
e junto com o seu desespero eles chegam até você, furiosos e agressivos. 


Não existe a permissão, não existe mais o silêncio. 
Tudo está se tornando insuportável agora, eles mexem por tudo, 
destroçam seu pensamento, e só o que sabes fazer é respirar, forte cada vez mais. 


Puxam de seus cabelos, rasgam seus lenços, arranham sua face. 
Cantam como crianças abandonadas, livres de seus deveres e tão maturas. 
Vês somente as sombras, as coisas que se caem, ouves tudo o que não querias, 
cada vez mais de perto. 


De que lhe adianta correr? 


De que lhe adianta gritar?


Eles estão aqui e só vão parar quando seu corpo inteiro destroçar. 


" Pequena menina que permanece acordada,
não deixes que seu pesadelo fuja de sua muralha
ele procria e se desenvolve através de seu medo. 


Criança, não corra. Já não é tempo de ser criança. 
Enterre-se no seu próprio erro, suba e entregue-se, 
diga-lhes que jaz uma sonhadora, e que morre por sua imaginação." 


E como famintos lobos te agarram 
nada de ti sobra, mais que a coragem, 
és divina, pequena. És magnífica. 
Porém, ainda és uma menina.